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segunda-feira, 27 de maio de 2013

ACUPUNTURA PREVINE DOENÇAS DO INVERNO



Com a mudança de estação e a chegada do frio, as pessoas ficam predispostas às famosas doenças de inverno, especialmente rinites e sinusites, que atingem as vias respiratórias superiores. As mudanças bruscas de tempo atingem especialmente as crianças que são, na maior parte dos casos, as mais prejudicadas.

Uma boa opção de tratamento e prevenção desse tipo de doença é a Acupuntura, prática terapêutica que diminui sensivelmente a intensidade das crises e colabora para a melhora progressiva e visível do paciente. Com a Acupuntura, as crises respiratórias tão comuns nessa época do ano se tornam cada vez menos frequentes e, não raras vezes, acabam definitivamente. Segundo especialistas, a Acupuntura estimula pontos que ativam os canais energéticos do organismo, ajudando a comandar funções e estimulando a produção de analgésicos naturais que favorecem o sistema imunológico.

Já em casos de sinusite, que normalmente é acompanhada de fortes dores na face e na cabeça, os especialistas sugerem a associação da Acupuntura com a Eletroacupuntura, que consiste em eletrodos presos às agulhas que emitem estímulos elétricos semelhantes a choques para potencializar a eficiência do tratamento. Com a técnica, é possível trabalhar pontos específicos na região do nariz e promover o alívio rápido da dor e desobstrução dos seios da face desde a primeira sessão.

No tratamento da rinite, a Acupuntura possibilita alívio imediato dos sintomas, com a redução da secreção e o descongestionamento das vias aéreas minutos após a aplicação. Para ambas as doenças em estágio crônico, em três ou quatro sessões é possível obter melhoras significativas na saúde do paciente.

A prática terapêutica da Acupuntura harmoniza de forma natural o funcionamento do aparelho respiratório e pode ser associada ao tratamento medicamentoso, de acordo com critério médico. Consultar um especialista e efetuar o tratamento adequado é imprescindível para resolver definitivamente o problema.

Rinite
Doença alérgica, o principal sintoma da rinite é a irritação da mucosa do nariz, espirros frequentes, coriza e coceira nos olhos, boca e nariz. Quando não tratada corretamente, a rinite pode evoluir rapidamente para sinusite.

Sinusite
Doença alérgica ou infecciosa, a sinusite caracteriza-se pela inflamação da mucosa que reveste os seios da face. Seus principais sintomas são dores de cabeça e abaixo dos olhos, pálpebras inchadas, nariz entupido com secreção espessa, tontura, mal-estar e febre.

Dicas de prevenção:

- Cuidado ao permanecer em lugares pouco arejados, pois aumentam os riscos de contaminação por vírus ou bactérias;

- Cuidado com fumaça de cigarro;

- Evite carpetes, cortinas, bichos de pelúcia, caso tenha doença alérgica;

- Lave cobertores, edredons e roupas de lã antes do uso;

- Seque sua roupa de preferência ao sol;

- Cuidado com mudanças bruscas de temperatura;

- Lave as mãos com frequência;

- Beba bastante líquido (exceto bebidas alcoólicas);

- Pratique exercícios físicos para aumentar a capacidade respiratória;

- Prefira alimentos ricos em vitamina C.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

segunda-feira, 22 de abril de 2013

domingo, 7 de abril de 2013


Acupuntura e reiki agora têm explicação científica

Pesquisadores avaliam efeitos e mecanismo de terapias alternativas em animais de laboratório

por Bruna Bernacchio
Matheus Lopes Castro
Ricardo Monezi testou o Reiki em ratos com câncer (Ilustração: Matheus Lopes)
Pesquisas recentes comprovam efeitos benéficos e até encontram explicações científicas para acupuntura e reiki. Estudos sobre o assunto, antes restritos às universidades orientais, ganharam espaço entre pesquisadores americanos, europeus e até brasileiros. Recentemente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) criou uma denominação especial para esses métodos: são as terapias integrativas.
Um artigo exmecanismo da acupuntura contra a dor foi publicado por pesquisadores da Universidade de Rochester na revista Nature Neuroscience em 30 de maio. Criada há quatro mil anos, a prática consiste na aplicação de agulhas em pontos do corpo. Pela explicação tradicional, ela ativa determinadas correntes energéticas para equilibrar a energia do organismo.
 Shutterstock
Reprodução/ Shutterstock
Cientificamente, as agulhas teriam efeitos no sistema nervoso central (cérebro e espinha dorsal). As células cerebrais são ativadas e liberam endorfina, um neurotransmissor responsável pela sensação de relaxamento e bem-estar. O estudo dos nova-iorquinos descobriu uma novidade: a terapia, que atinge tecidos mais profundos da pele, teria efeitos no sistema nervoso periférico. As agulhas estimulam também a liberação de outro neurotransmissor, a adenosina, com poder antiinflamatório e analgésico.

No experimento com camundongos com dores nas patas, cientistas aplicavam as agulhas no joelho do animal. Eles constataram que o nível de adenosina na pele da região era 24 vezes maior do que o normal e que houve uma redução do desconforto em dois terços.

A equipe tentou potencializar a eficácia da terapia, colocou um medicamento usado para tratar câncer nas agulhas. A droga aprimorou o tratamento: o nível de adenosina  e a duração dos efeitos no organismo dos aniamis praticamente tripliquase triplicou e o tempo de duração dos efeitos no organismo dos ratos também triplicou. Mas este método não poderia ser feito em humanos porque o medicamento ainda não é usado clinicamente. “O próximo passo é testar a droga em pessoas, para aperfeiçoá-la ou para encontrar outras drogas com o mesmo efeito”, diz Maiken Nedergaard, coordenadora do estudo.

Reiki
Seus praticantes acreditam nos efeitos benéficos da energia das mãos do terapeuta colocadas sobre o corpo do paciente contra doenças. Para entender as alterações biológicas do reiki, o psicobiólogo Ricardo Monezi testou o tratamento em camundongos com câncer. “O animal não tem elaboração psicológica, fé, crenças e a empatia pelo tratador. A partir da experimentação com eles, procuramos isolar o efeito placebo”, diz. Para a sua pesquisa na USP, Monezi escolheu o reiki entre todas as práticas de imposição de mãos por tratar-se da única sem conotação religiosa.
No experimento, a equipe de pesquisadores dividiu 60 camundongos com tumores em três grupos. O grupo controle não recebeu nenhum tipo de tratamento; o grupo “controle-luva” recebeu imposição com um par de luvas preso a cabos de madeira; e o grupo “impostação” teve o tratamento tradicional sempre pelas mãos da mesma pessoa.
Ricardo Monezi
Imposição de mãos nos grupos "Controle-Luva" e "Impostação", respectivamente (imagens retiradas do mestrado de Monezi)
Depois de sacrificados, os animais foram avaliados quanto a sua resposta imunológica, ou seja, a capacidade do organismo de destruir tumores. Os resultados mostraram que, nos animais do grupo “impostação”, os glóbulos brancos e células imunológicas tinham dobrado sua capacidade de reconhecer e destruir as células cancerígenas.
“Não sabemos ainda distinguir se a energia que o reiki trabalha é magnética, elétrica ou eletromagnética. Os artigos descrevem- na como ‘energia sutil’, de natureza não esclarecida pela física atual”, diz Monezi. Segundo ele, essa energia produz ondas físicas, que liberam alguns hormônios capazes de ativar as células de defesa do corpo. A conclusão do estudo foi que, como não houve diferenças significativas nos os grupos que não receberam o reiki, as alterações fisiológicas do grupo que passou pelo tratamento não são decorrentes de efeito placebo.

A equipe de Monezi começou agora a analisar os efeitos do reiki em seres humanos. O estudo ainda não está completo, mas o psicobiólogo adianta que o primeiro grupo de 16 pessoas, apresenta resultados positivos. “Os resultados sugerem uma melhoria, por exemplo, na qualidade de vida e diminuição de sintomas de ansiedade e depressão”. O trabalho faz parte de sua tese de doutorado pela Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp).

E esses não são os únicos trabalhos desenvolvidos com as terapias complementares no Brasil. A psicobióloga Elisa Harumi, avalia o efeito do reiki em pacientes que passaram por quimioterapia; a doutora em acupuntura Flávia Freire constatou melhora de até 60% em pacientes com apnéia do sono tratados com as agulhas, ambas pela Unifesp. A quantidade pesquisas recentes sobre o assunto mostra que a ciência está cada vez mais interessada no mecanismo e efeitos das terapias alternativas.